-Primeiro entrei no corpo do pai, coloquei o bebe para assar dentro do microondas, depois cortei meu pescoço de orelha a orelha fazendo o corpo do pai cair morto no chão, depois entrei no corpo da filha, esfaqueei o irmão dela enquanto ele dormia, e então saltei da janela do terceiro andar da casa, fazendo em migalhas o corpo da garotinha. Por ultimo possui o filho mais velho, persegui a mãe dele por toda a casa, quando finalmente a encurralei ela caiu de joelhos e implorou gritando:
-Filho, por favor pare!
-Tola, seu filho esta dormindo aqui dentro, sou eu quem esta no controle do corpo dele.
-O que é você?
Dei meu sorriso diabólico e bati com a cabeça dela tantas vezes na parede que nada restou alem de um punhado de carne, ossos e cérebro. Afoguei o filho mais velho na piscina e ao fundo escutei o barulho do bebê explodindo dentro do microondas.
HA HA HA HA
Foi divertido, mas agora preciso encontrar uma nova família para "brincar", qual o seu endereço mesmo Pagina do Facebook
domingo, 1 de setembro de 2013
O grande pesadelo
1
Era mais de meia-noite, a garota Laura estava deitada em sua cama. Com os olhos bem abertos ela encarava o teto, não queria dormir, tinha medo. Era horrível saber que depois que fechasse seus olhos o inferno começaria. A menina sofria muito, pois todas as noites tinha o mesmo pesadelo, um pesadelo que fazia sua vida parecer sem sentido, que a impedia de ser feliz. Essa era a realidade da pobre Laura.
Como em todas as noites, Laura rezou, pedindo a Deus que desse vez ela tivesse uma boa noite de sono, que o pesadelo que lhe impedia de seguir em frente não lhe atormentasse. A garota terminou de rezar e fechou seus olhos. Dormiu e sonhou, novamente o Altíssimo parecia não ter lhe ouvido.
2
Laura estava na mesa jantando, acompanhada de sua mãe Márcia e sua única irmã, Maria. Maria era cinco anos mais velha que Laura, tinha dezessete anos e era uma garota muito inteligente e responsável.
A mãe de Laura, Márcia, tinha trinta e quatro anos e nos últimos cinco vinha se esforçando mais do que o normal para cuidar das filhas. Sempre fora uma boa mãe e sentia-se uma mulher realizada com sua família, até que seu marido, Olavo, começara a beber todos os dias e assim fazer muita confusão quando chegava em casa.
Sentados na mesa os três pareciam uma filha normal, mas o clima só estava tranquilo por que eram 20:30 da noite e Olavo ainda não havia chegado.
Não demorou muito para que a porta do apartamento se abrisse e o homem entrasse com uma cara de louco, totalmente possuído pela bebida. Olavo era um desses homens que quando bebia e não ficava exatamente bêbado, mas sim agressivo, chegando ao ponto de fazer coisas sem sentido. Em muitas brigas as garotas escutavam a mãe falando que o pai agia como se estivesse possuído pelo Diabo, Laura odiava ouvir isso, morria de medo.
Olavo entrou, foi para o quarto, voltou até a cozinha e sentou-se do lado da esposa para jantar, Laura e sua irmã permaneceram quietas, já fazia muito tempo que elas passaram a ter medo do pai. O homem começou a comer, mas depois de quatro colheres de comida pegou o prato e o jogou no chão, quebrando todo o clima de tranquilidade que havia na casa.
- Maria vá para o seu quarto… E leve sua irmã. Falou Márcia.
- Isso, vão mesmo, por que ninguém aguenta comer esse lixo! Disse o homem que já nem parecia Olavo, o carinhoso pai que as meninas tiveram um dia.
Laura foi abraçada pela irmã e levada para o seu quarto. As meninas encostaram a porta, sentaram-se na cama e Maria disse a irmã.
- Fique tranquila, ta tudo bem, ok? Daqui a pouco o pai dorme e tudo vai passar!
- Ta bom. Respondeu Laura com um rosto triste, a menina estava cansada daquela situação, sem contar que tinha medo de que uma tragédia um dia acontecesse.
3
As coisas não melhoraram, o tempo foi passando e a discussão do casal só foi piorando. Laura começou a chorar, não aguentava ver os pais brigando, Maria abraçava a irmã cada vez mais forte. De repente as garotas ouviram Márcia gritando, um grito longo carregado não só de dor, mas também de raiva e medo.
Maria não sabia o que fazer, eles nunca se agrediam, brigavam quase todos os dias, mas o pai nunca havia levantado a mão para a esposa.
Na cozinha o barulho era alto, Maria agora tinha certeza, uma luta estava acontecendo. O tumulto não durou muito tempo, depois de ouvir barulhos de cadeiras sendo derrubadas e mais um grito de Márcia o silêncio tomou conta da casa.
Laura estava confusa, ela só tinha 12 anos, mas sabia que havia algo errado, ela sentia isso.
- Fica aqui, eu vou dar uma olhada, mamãe deve ter arrumado as coisas, decerto ele foi dormir agora. Fica aqui, sentadinha. Falou Maria tentando acalmar sua irmã caçula.
Laura tentou ficar mais calma, com o olhar acompanhou sua irmã com os olhos e depois a viu abrindo uma fresta na porta. Maria tentava sondar o que estava acontecendo na cozinha. A garotinha então notou que sua irmã mais velha não se mexia, que ela parecia estar em choque.
Laura levantou da cama e foi em direção a porta, se agachou em baixo Maria e viu o que havia traumatizado sua irmã.
O pai, Olavo, estava debruçado em cima de Márcia, que não reagia, o homem serrava o pescoço da esposa com uma faca, faca que provavelmente era uma das que a mãe havia colocado na mesa juntamente com os garfos e pratos para o jantar. Olavo parecia estar concentrado no trabalho pois nem se importava com o sangue que era jorrado da garganta da esposa.
Laura não aguentou a cena e acabou expressando uma reação que interviu no monstruoso ato do pai. A menina gritou, um grito agudo e baixo, quase sem voz, mas que chegou aos ouvidos de Olavo, que se virou em direção ao som e viu as duas filhas paradas na porta do quarto.
Laura olhou para o monstro que estava tomando conta do corpo de seu pai e ficou ainda mais assutada quando o mesmo a fitou com um olhar carregado de maldade. Olavo naquele momento era um demônio em pessoa. O doido levantou com a faca na mão. Seu rosto e camisa cobertos de sangue lhe deixavam parecendo um personagem de um filme de terror.
Com um sorriso no rosto, o monstro avançou em direção à suas filhas.
4
Com o grito de Laura, Maria saiu do transe e ao ver o pai vindo em sua direção fechou com pressa a porta do quarto.
Laura olhou para a irmã mais velha e sentiu-se segura, Maria era uma garota que pensava rápido. A filha mais velha de Olavo pegou seu celular e ligou para sua tia Renata, que era irmã de Márcia e ao mesmo tempo uma segunda mãe para as meninas.
- Tia, venha pra cá agora, o pai bateu na mãe… ele ta com uma faca e quer pegar eu e a Laura, a gente ta trancada no quarto, eu não sei mais o que fazer!
Disse a garota desesperada.
Quando ela desligou o celular o demônio já batia na porta, cada vez com mais força! E a porta já dava sinais de que não ia aguentar por muito tempo.
- Laura se esconde, entra em baixo da cama, vai!
A pequena menina fez isso e Maria foi até a porta para impedir a entrada do pai. Mas o monstro era mais forte, a porta balançou e a fechadura estourou.
Debaixo da cama o pesadelo da pobre Laura continuou, ela viu mais uma cena horrível, o pai agredindo a irmã, puxando seus cabelos, a jogando no chão. O monstro então subiu em cima de Maria e se preparou para destroça-la, mas antes que a lamina descesse a atingisse Maria, a garota olhando para a irmã caçula que estava embaixo da cama, gritou:
- Fuja Laura! Fuja!
Laura então saiu debaixo da cama e se preparou para correr para porta, enquanto isso seu pai rasgava o pescoço sua querida irmã. A garotinha tentou avançar para a saída do quarto mas seu pai foi mais rápido, quando Laura tentou escapar pela porta acabou dando de frente com Olavo.
- Ainda não é hora de ir minha pequena. Venha, eu tenho um coisa para você. Falou o homem totalmente alterado.
A menina entendeu que por ali não havia escapatória, então correu para a janela do quarto, sua única chance. Chegando lá encarou a queda. A família morava no terceiro andar.
- Não, não Laurinha… você não vai fugir do papai sua vagabunda!
Disse o demônio correndo em direção a menina, para terminar o que havia começado.
Mas agora Laura já havia subido na janela e antes de pular pediu a Deus que tudo aquilo fosse apenas um pesadelo, pois a vida não faria sentido se aquilo fosse real.
Como ela viveria sabendo que o pai matou a mãe e a irmã, e que estava atrás dela?
Não, não fazia sentido mesmo! A vida não seria justa se tudo aquilo fosse verdade!
Laura fechou os olhos e pulou.
5
Sentiu que a mão de seu pai quase a agarrou, mas o monstro não havia conseguido, agora ela estava livre, caía de pé e enquanto seu corpo era levado até o chão. Lembrou de quantas vezes tinha olhado para aquela janela e ficado com medo da queda tão alta.
Chegará até a lembrar de uma conversa que teve com a irmã.
- Se eu pular daqui eu posso sair voando Maria?
– Acho não Laura, você ainda não tem assas. Lhe respondeu Maria sorrindo.
Mas agora ela tentava imaginar que a queda era pequena, que não seria preciso assas e que quando seus pés atingissem o chão, ela se afirmaria na terra e assim estaria a salvo.
Só que em pesadelos as coisas nunca são como nós queremos, quando Laura atingiu o solo, sentiu a maior dor de sua vida, o impacto foi tão forte que a garota berrou de dor ao sentir os ossos das pernas se espremendo, sendo despedaçados pela força da gravidade. Era como se suas pernas estivessem sendo arrancadas.
Gritou e nesse momento teve a certeza de que a morte havia lhe alcançado. Gritou e abriu os olhos para ver como era o céu, pois no fundo do seu coração tinha a esperança de que esse fosse seu destino.
O paraíso, junto de sua mãe e de sua irmã.
6
Ao abrir os olhos Laura não estava no céu, mas sim no seu quarto, estava deitada na cama, suando muito, apavorada, o pesadelo novamente atormentara a garota.
A luz do quarto se acendeu e Laura ouviu alguém dizer:
- Foi o pesadelo de novo minha filha?
- Uhum. Confirmou a menina.
- Não se preocupe, nós vamos superar isso, você vai ver, eu vou dar um jeito de resolver isso.
Mas Laura no fundo sabia que seria muito difícil alguém resolver seu problema.
- Eu posso ir dormir com você? Perguntou Laura.
- É claro minha linda. Disse sua tia Renata, enquanto se aproximava da cama da sobrinha.
A mulher se perguntava até quando a pobre Laura ia ficar revivendo aquela horrível memória. Até quando a garota iria ficar presa ao pior momento de sua vida.
Renata não sabia a resposta, mas iria ajudar a sobrinha, depois de tudo o que ela havia passado, depois de perder a mãe e a irmã, Laura não podia ficar sozinha. A tia lhe amaria, lhe protegeria, ainda mais sabendo que Olavo estava preso em um lugar não muito distante dali.
- Vamos Laura, quem sabe lá no quarto você durma mais um pouco minha filha.
Renata beijou a testa de Laura e ajudou a garotinha que agora tinha quatorze anos a subir em sua cadeira de rodas. Levou a pequena para o seu quarto e enquanto empurrava a traumatizada Laura a tia chorava, chorava por que seus pedidos a Deus não se realizam. Já faziam mais de dois anos que Laura era atormentada por aquela horrível memória. Chorava por que não entendia o motivo de a vida ser tão injusta com uma inocente criança, chorava por que a pequena Laura, vivia em um grande pesadelo.
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